• Entrevista Exclusiva de Opera Lively com a soprano brasileira Marly Montoni

    Em viagem ao Brasil, Opera Lively está fazendo a cobertura da ópera Condor, de Carlos Gomes, semi-encenada no Theatro São Pedro, em São Paulo, SP, no dia 27 de março às 17 horas (entrada franca). Entrevistamos ontem a cantora brasileira Marly Montoni, que estará cantando o papel feminino principal (Odalea). Amanhã entrevistaremos a soprano Flávia Albano no papel de Adin, o diretor cênico Paulo Esper, e o maestro Luiz Fernando Malheiro. Publicaremos também a crítica da performance, e mais detalhes sobre essa ópera que foi a última escrita pelo compositor.

    Marly Montoni

    Nascida em - São Paulo, SP, Brasil
    Fach - soprano lírico spinto
    Proximamente em - Condor em 27 de março de 2016, e em maio Roberto Devereux, em julho La Wally, e em agosto O Anão de Alexander Zemlisky, e a nova ópera O Espelho de Jorge Antunes



    Biografia Artística

    Marly Montoni é natural de São Paulo. Iniciou seus estudos no Projeto Guri; foi aluna do tenor Antonio Lotti e da Escola de Música do Estado de São Paulo (ULM), bacharelando-se em Canto Lírico pela UNICSUL. Participou do Coral do Estado de São Paulo, onde também atuou como solista, além de ser selecionada para o Royal Opera do Canadá. Estuda, ainda, interpretação na oficina VERDARTE sob orientação de Jonathas Joba e Rodrigo Miallaret.

    Atuou como solista em diversas obras sinfônicas, como “Canto para os Orixás”, de Ernani Aguiar, “Nona Sinfonia” de Beethoven e “As Uiaras” de Alberto Nepomuceno.

    Participou dos musicais O Fantasma da ópera, Aida (de Elton John), e Sítio do Pica-pau amarelo. Integrou o elenco das óperas Lucia di Lammermoor, Madama Butterfly, Porgy and Bess, Norma, A Viúva Alegre, e Carmen. Estreou a primeira montagem brasileira da ópera Blue Monday, de George Gershwin no Festival de Ópera de Belém do Pará.

    Na temporada de ópera do Theatro São Pedro 2015, em São Paulo, participou das óperas Fosca, de Carlos Gomes, Ariadne auf Naxos, de Richard Strauss, Maria Tudor, de Carlos Gomes, Bodas no Monastério, de Prokofiev, Contos de Hoffmann, de Offenbach, Irmãos Grimm, de Dean Burry e um concerto da Série Concertos Internacionais ao lado do baixo italiano Roberto Scandiuzzi. Estreou o papel-título de Carmen, de Bizet, pela Cia. Ópera SP, em São José dos Campos e Jacareí.

    Marly também desenvolveu um repertório de violão clássico e flamenco sob a orientação de Eduardo Ianellli.

    Lecionou canto na B Maior Escola Livre de Música. Em 2009 foi finalista do Concurso de Canto Maria Callas. Marly atualmente é contratada pelo Theatro São Pedro para o elenco permanente da compania.

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    Entrevista Exclusiva de Opera Lively com a soprano Marly Montoni

    Esta é a entrevista Opera Lively de número 196. Direitos autorais de Opera Lively. Reprodução de trechos dessa entrevista é autorizada desde que a fonte seja citada e um link para a entrevista completa esteja disponível. Para reproduzir a entrevista completa, use o botão Contact Us. Fotos foram enviadas pela artista e autorizadas por ela.


    Luiz Gazzola para Opera Lively - Fale-me sobre o arco psicológico de Odaléa. Ela está entre o dever e a paixão, como Leila na ópera Pescadores de Pérolas, que tem uma trama bem similar (exceto pelo tema da amizade entre os dois protagonistas masculinos em Pescadores) e saiu uns 28 anos antes (provavelmente influenciou o libretista).



    Marly Montoni – Odalea fica nessa dualidade porque ela é rainha da região de Sarmacanda, região próxima ao Oriente Médio. Ela é quase bipolar, porque a escrita de Carlos Gomes também acaba dando essa sensação, já que ela fica entre o amor e o cumprimento do dever para com seu povo. Como o Condor a afronta, estando naquele ambiente que é sagrado, o povo quer que ela se coloque como rainha e o mate mas ela, ao vê-lo, se apaixona. Então não consegue dar a ordem para matá-lo, e passa a ópera inteira nesse sofrimento, entre matar o Condor, e se entregar ao amor por ele.

    OL - A música de Odalea me parece difícil. Faz grandes e abruptos saltos da região média da tessitura para o registro alto, com um estilo pré-verismo – Carlos Gomes, enquanto ainda preso às tradições anteriores (o que foi um dos motivos do fracasso inicial de Condor) já antecipava um pouco e já aceitava a influência do verismo. Descreva por favor os desafios vocais envolvidos em cantar esse papel. Por exemplo, a declamação entrecortada em “Febre fatal, sogno crudel d’ebra follìa” parece ser difícil em relação à respiração, não?

    MM – Olha, esse pedaço pra mim é o menos difícil. A ária do começo do terceiro ato é a mais difícil, porque é um momento de reflexão, em que ela realmente começa a ficar mais humana. Ela percebe o quanto é apaixonada por ele. E musicalmente é difícil, porque você tem que ter graves firmes, agudos muito presentes, e aí há muito pianissimo. Muitas partes são em sotto voce, então tecnicamente é mais difícil. No primeiro ato é tudo no piano; há um legato maior, na minha opinião.

    OL - Por favor comente a sua ária principal, o monólogo de Odalea que vem no início do ato III, “Quanto Silenzo a Me d’Intorno.” Acho linda, com muita oportunidade para trabalhar melodiosamente a frase musical, certo?

    MM – Sim. É maravilhosa essa ária. É a única ária dela. É muito linda, mas é muito difícil para aprender. É um grande momento, porque é quando realmente a Odalea se mostra humana.

    OL – É verdade, ela vai se humanizando progressivamente.

    MM – Ela vai se humanizando. Ela entra como uma rainha, como um ser inatingível, e aí vai se desprendendo daquela posição; emocionalmente falando, é nesse ato que ela aparece mais humana.

    OL - Por favor, comente a respeito dos elementos musicais exóticos da ópera, especialmente no "Notturno." Confesso que apesar de isso ser mencionado por musicólogos, o "Notturno" me lembra mais do "Intermezzo" da Cavalleria Rusticana, do que de elementos exóticos como em Lakmé, L’Africana, ou Les Pêcheurs de Perles. Na verdade penso que o "Monólogo de Odalea" é mais exótico. Qual é sua opinião sobre essa peça instrumental?

    MM – Olha, essa peça realmente é exótica. A ópera inteira é muito exótica, porque é a primeira vez que Carlos Gomes usa essa sequência harmônica que para os nossos ouvidos é muito difícil e não muito óbvia. A ópera está cheia de escalas menores que mudam para maiores aparentemente do nada. Para estudar é complicado, você quase fica perdido. “Onde eu vou agora?” Muda muito. A melodia desse "Notturno" é maravilhosa, e antecipa o tema do Adin que ele canta depois, não é? Carlos Gomes vai apresentando os temas sucessivamente, fazendo leitmotivs nessa ópera.

    OL – Ah! Interessante. Eu não reparei; acho que vou ter que escutar de novo. Então o tema do Adin se repete?

    MM – É, no início do "Notturno" há um tema que logo depois o Adin canta [Marly demonstra]. Depois voce começa a perceber os temas que vão se repetir num trecho ou outro. Mas ele diferencia; apresenta um pedaço do tema, e você ouve e fala “Oh, que legal!” mas ele depois faz outro caminho que não tem nada a ver.

    OL - Apesar do libretto fraco, musicalmente Condor é muito bonita, com Carlos Gomes maduro. Acho o terceiro ato magnífico. Por favor fale-nos dos valores musicais dessa ópera.

    MM – Eu já tive a oportunidade de cantar algumas peças de Carlos Gomes, e essa especificamente foi uma que me deu muito mais trabalho, porque você percebe que ele foi experimentando coisas que ele nunca tinha feito antes, e ficou muito diferente da linguagem que ele usava anteriormente. A Odalea é uma personagem bem pesada para cantar. Exige uma resistência técnica grande. As frases são longas; às vezes a gente fica muito tempo no agudo, e depois tem de ir para o grave e voltar para o agudo, e tudo isso com a mesma energia, com o mesmo punch com o qual a gente começou; então é bem puxado. Por outro lado a música é muito linda. Ele tentou trazer elementos do Oriente Médio, então a sonoridade da escala menor harmônica está presente em vários trechos.

    OL - Essa apresentação é com piano, e se não me engano, não há coro, certo?

    MM - Isso.

    OL - Pensa que ainda assim é possível apresentar um espetáculo convincente?

    MM – Sim. Vai exigir mais de nós, cantores, para contar a estória de modo que fique claro para as pessoas, porque o enredo já começa, como na maioria das óperas, com acontecimentos anteriores ao tempo no qual a ópera ocorre. Então será realmente um desafio para a gente apresentar de modo que as pessoas entendam a estória e consigam compreender a ópera de Carlos Gomes.

    OL - E vai haver legendas?

    MM – Não, não vai.

    OL - OK, deixemos de lado a ópera Condor, e vamos explorar seus antecedentes e sua carreira. O que a levou a abraçar a carreira de cantora de ópera?

    MM – Olha, essa pergunta é apaixonante, porque o que me levou à ópera foi o que aconteceu há uns 12 anos quando eu ví a minha primeira ópera, Macbeth no Municipal. Fiquei encantada com esse universo, e com a capacidade que a voz humana tem de se projetar e de ter amplitude. É um poder que o ser humano tem. Isso me encantou de uma forma que tocou profundamente o meu coração, e eu então resolvi me entregar a esse mundo louco que é ser cantora de ópera.

    OL – E você já tinha alguma formação artística anterior, em teatro ou dança?

    MM – Eu comecei em teatro aos quatorze anos. Dos quatorze aos dezessete fiz teatro, mas com dezesseis comecei a estudar música em um projeto aqui em São Paulo – Projeto Guri – e depois entrei no conservatório para estudar canto lírico, aos dezoito anos. Cursei a escola que na época se chamava ULM, Universidade Livre de Música, e hoje se chama Escola de Música do Estado que pertence à UNIESP. Foi lá que eu comecei a ter contato com esse universo. Anteriormente eu não tinha formação. Eu ouvia música – porque eu sempre gostei de música. A música sempre me chamou muito a atenção. Eu estudei música italiana. Quando tive oportunidade de estudar e ter contato maior com esse universo, me apaixonei.


    Marly como Carmen

    OL – Quer dizer que quando você entrou no conservatório, não era para ser cantora de ópera? Você queria aprender outras formas de canto?

    MM – Não, eu fui para ser cantora de ópera mesmo. Foi quando eu comecei a ter contato com o canto lírico.

    OL - Como é a qualidade do treino operático no Brasil?

    MM – Olha, agora está ficando muito boa, porque os conservatórios estão investindo em cursos específicos para desenvolver o cantor para a ópera, como o Ópera Studio da EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo). Agora está ficando um pouco mais amplo, e mais focado. A grande dificuldade que eu vejo no canto lírico no Brasil é de não ter uma escola de canto específica, porque cada professor se encaminha de um jeito, então tecnicamente a gente acaba ficando um pouco perdido. Mas agora está melhorando porque estamos nos desenvolvendo.

    OL - Que obstáculos uma cantora de ópera enfrenta no Brasil, para ganhar a vida com a arte?

    MM - Bom, primeiro, especializar. Segundo, entrar no mercado, que é muito difícil. É um mercado muito pequeno e muito fechado. Temos poucas agências de cantores, então às vezes quem não é agenciado acaba tendo menos chances. Os maestros não dão tanta atenção por não haver um agente que venda o cantor como um produto. O número de produções é muito pequeno ainda, para o número de cantores que há no Brasil. Agora está melhorando, pois há o Theatro São Pedro e o Municipal em São Paulo, em Curitiba recentemente tem também um projeto. Já foi mais difícil.

    OL – E há também Rio, e Manaus, e Belo Horizonte, não é?

    MM – Isso. Está começando a engrenar.

    OL – Tem alguma outra que eu não citei?

    MM – Tem também o Festival de Belém. A produção de ópera lá, como em Manaus, só funciona quando ocorre o festival. São mais ou menos três meses por ano, e o resto do ano os cantores têm que se virar.

    OL – Você saberia dizer quantos cantores líricos exercem a profissão atualmente no Brasil?

    MM – Nossa, não saberia. É muita gente. Está vindo muita gente boa, muitos jovens com nível altíssimo. Mas não tenho como mensurar. É um número muito grande de cantores.

    OL – E geralmente eles tentam ir para o exterior, fazer formação na Alemanha, coisas assim, ou no Brasil já se sustenta uma formação completa?

    MM – Sim, nós cantores, nós artistas da música clássica aqui no Brasil ainda temos esse desejo. É um outro mundo. Sair do Brasil, estudar música fora, é um outro universo, é uma outra forma de pensar. É maravilhoso. Eu ainda não tive essa oportunidade, mas todos os amigos que eu tenho que puderam ir, puderam vivenciar essa experiência; é outra coisa.

    OL - Qual é a situação da ópera no ambiente cultural e econômico do Brasil? A crise está afetando as verbas?

    MM – Sim. O cachê tem diminuido por conta da redução das verbas. Nós cantores temos que nos adaptar a essa realidade, porque o dinheiro que foi passado para as casas de ópera está menor; logo os cachês tiveram que se reduzir também, então a gente acaba não tendo escolha. A gente ganha metade do que ganhava anteriormente, mas você acaba fazendo senão fica sem trabalho.

    OL – E aí, nessa situação, as pessoas conseguem se sustentar só com o canto lírico, ou têm que ter outros empregos durante o dia?

    MM – Olha, eu vou falar por mim. Eu consigo me sustentar só com música. Eu sou casada, meu marido também é músico, também é cantor, e a gente consegue viver com dignidade. Não é fácil, mas é possível sim. Eu consigo viver com dignidade, só de música.

    OL – É, eu sei que seu marido é cantor também. Eu ví os video clips; vi você tocando violão e o marido cantando “Il Mondo.” Achei muito bonito.



    MM – Obrigada.

    OL - Como você define a própria personalidade e maneira de ser, e sua maneira de enfrentar a vida?

    MM – Eu enfrento a vida com muita alegria, porque a vida já é um fenômeno. Então, estar nesse mundo louco e ter a oportunidade de conhecer tantas pessoas maravilhosas, tantas coisas maravilhosas para mim é mágico, então eu procuro aproveitar ao máximo. Percalços existem, mas fazem parte da vida. Não se desesperar, e manter o foco – é isso que eu mantenho na minha vida. E é tocar o coração das pessoas com a minha arte.

    OL – E você parece ser uma pessoa mais extrovertida. É verdade?

    MM – Eu sou muito extrovertida e alegre. Às vezes tenho até que me segurar um pouquinho porque senão as pessoas me entendem errado e acham que estou levando a vida na brincadeira. E não é. Eu levo muito a sério a minha vida.


    Marly em recital no Theatro São Pedro

    O que você gosta de fazer além da música clássica?

    MM – Eu gosto de correr e de caminhar. Eu amo fazer atividade física, então sempre que eu tenho tempo vou a uma academia ou vou correr. Minha mãe e meu irmão correm também, então às vezes eu aproveito e vou com eles fazer corrida de rua. Para mim correr é descansar a cabeça.

    OL – E algum outro interesse por outras artes?

    MM – Eu amo o teatro. Eu acho que a oportunidade de emprestar meu corpo para viver outras pessoas é mágica. O teatro para mim é maravilhoso. Eu estudei teatro durante três anos. Mas eu gostaria de ter tempo de me aprofundar mais nesse universo.

    OL – Quais são as próximas óperas em que vai atuar?

    MM – Eu e alguns outros cantores fazemos parte esse ano do elenco estável do Theatro São Pedro. Foi uma proposta que o maestro Malheiro fez de contratar alguns cantores para o elenco estável, então nós vamos ter ópera o ano inteiro. Agora em maio eu vou cantar o Roberto Devereux do Donizetti; em julho vou fazer o papel título de La Wally, e em agosto vou cantar duas óperas completas da temporada, com orquestra e coro, O Anão, de Zemlinsky, e O Espelho, de Jorge Antunes.

    OL – O Espelho? Essa eu não conheço.

    MM – Essa é nova. É a estréia mundial. Ainda tenho de pegar a partitura.

    OL – Ah, então é a primeira vez que seu papel está sendo criado. Você está criando o papel.

    MM – Isso.

    OL – O compositor participou de alguma forma com você, adaptando a escrita vocal à sua voz, ou você vai pegar a partitura já pronta?

    MM – Não, eu vou pegar a partitura pronta. Não haverá oportunidade de dar palpite na música, mas em algumas semanas todos os personagems vão se sentar para discutir com a direção.

    OL – Muito obrigado então.

    MM – De nada, o prazer foi meu.

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    Vamos ouvir a cantôra, em "Casta Diva" de Bellini (Norma)



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    Comments 1 Comment
    1. Luiz Gazzola (Almaviva)'s Avatar
      Luiz Gazzola (Almaviva) -
      Por um engano, ao copiar e colar essa entrevista do arquivo Word para o web site, a versão publicada anteriormente copiou o arquivo original contendo uma transcrição rápida e repleta de erros de datilografia, ao invés de copiar a versão editada e corrigida que estava em um outro arquivo. O engano já foi corrigido. Se você acessou a entrevista antes da noite de 27 de março, infelizmente leu a versão com erros. Pedimos desculpas à cantora por esse engano.


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