• Breve Entrevista Com o Tenor Brasileiro Eduardo Trindade

    Opera Lively esteve em São Paulo no fim de semana passado. Comparecemos à récita da ópera Condor de Carlos Gomes no Theatro São Pedro em 27 de março de 2016, e publicamos entrevistas com os cantores e uma crítica do espetáculo. Hoje trazemos aos nossos leitores esta breve entrevista com o tenor Eduardo Trindade, que cantou o papel título.

    Sobre ele escrevemos em nossa crítica:

    "O jovem Eduardo Trindade possui um instrumento de tenor com grande potência de volume, ótima projeção, boa musicalidade no manejo das frases, e um timbre muito bonito. Penso que ele tem muito futuro."

    Nos links abaixo, o(a) leitor(a) encontrará as outras entrevistas e a crítica do espetáculo:

    Entrevista com Marly Montoni no papel de Odalea: [aqui]
    Entrevista com Flávia Albano no pael de Adin: [aqui]
    Entrevista com Paulo Esper, diretor cênico: [aqui] (link ainda não ativo, publicaremos em breve)
    Entrevista com o maestro Malheiro: [aqui] (link ainda não ativo, publicaremos em breve)
    A crítica da récita: [aqui], com várias fotos e informações sobre a ópera

    Biografia Artística



    O tenor lírico Eduardo Trindade é bacharel em canto pela Universidade Estadual Paulista – UNESP, sob orientação de Martha Herr. Em sua formação cursou a Escola de Música de São Paulo, tendo como professora Elenis Guimarães. Estudou também com o renomado tenor Benito Maresca, com Ricardo Ballestero da Universidade de São Paulo – USP e com Juvenal de Moura. Participou das montages de La Traviata (2012) e Rigoletto (2011) de Verdi no Theatro Municipal de São Paulo; de O Feiticeiro, de Gilbert & Sullivan, e El Hijo Finjido, de Joaquim Rodrigo, no Theatro São Pedro, ambos com o Núcleo Universitário de Ópera. Atuou como solista do Coro de Câmara da Unesp nos oratórios Lobgesang Op. 52 de Felix Mendelssohn e no Oratório de Natal de Camille Saint-Saëns, sob regência dos maestros Lutero Rodrigues e Fábio Miguel respectivamente. Paralelamente à atividade solista, Eduardo Trindade integra o Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo. Sua próxima ópera será La Bohème (a de Leoncavallo) no Theatro São Pedro em maio de 2016.

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    Entrevista Exclusive de Opera Lively com Eduardo Trindade

    Esta é a entrevista Opera Lively de número 199. Direitos autorais de Opera Lively. Reprodução de trechos desta entrevista é autorizada desde que a fonte seja citada e um link para a entrevista completa esteja disponível. Para reproduzir a entrevista completa, use o botão Contact Us.


    Luiz Gazzola para Opera Lively - O que você me diz da parte vocal do papel do Condor? Apresenta dificuldades?


    Eduardo Trindade - Das dificuldades do papel do Condor penso que como em todos os papéis, são muitas. Não acredito em personagens ou música fácil. Acho extremamente complexo e difícil dar vida e sentimento aos personagens e ao mesmo tempo estar conectado com as marcações, entradas e instrumentos, assim como com o maestro.

    Acredito no estudo e entrega pessoal ao personagem. Nesse caso específico o personagem Condor tem uma tessitura aguda quase que o tempo todo e muitos momentos de dramaticidade extrema, bem convenientes ao estado psicológico do personagem, que a meu ver é um apaixonado obcecado e defensor da rainha Odalea, não só pelo aspecto romântico, mas acredito também que é um idealista e vê na figura de Odalea virtudes quase sagradas, além de ser um renegado e rebelde em relação a uma trama em curso.


    Eduardo Trindade como Condor e Marly Montoni como Odalea - Theatro São Pedro, 27.3.2016 - Foto Opera Lively

    Opera Lively - Como foi o seu treino operático?

    Eduardo Trindade - Meu treino foram cursos de Ópera Estúdio que frequentei na Emesp e no NUO, Núcleo Universitário de Ópera que foram muito importantes para a construção não só do cantor mas do cantor cênico. Iniciei os estudos de canto já adulto, quando era advogado e comecei a fazer aulas de canto popular. Em seguida passei a estudar canto erudito com Juvenil de Moura. Após, ingressei na Escola Municipal de Música com a professora Elenis Guimarães e em seguida na UNESP fiz meu bacharelado em Canto com Martha Herr, a qual considero a grande reponsável por minha formação musical e artística. Também estudei com Benito Maresca.

    Opera Lively – Quais foram os seus papéis recentes?

    Eduardo Trindade - Profissionalmente venho participando de montagens no Theatro Municipal desde 2011 em papéis comprimários em Rigoletto, La traviata, Aida, Il trovatore, Salome e Thaïs. Também sou integrante do Coral Lírico do Theatro Municipal. No São Pedro cantei recentemente Rodolfo de La Bohème (a de Puccini), e Loris de Fedora.

    Opera Lively - Qual é o seu próximo papel?

    Eduardo Trindade - Será Marcelo na opera La Bohème, na versão de Leoncavallo, no Theatro São Pedro. É no São Pedro que me foi oferecida pelo maestro Malheiro, o diretor e produtor Paulo Esper, e o maestro André dos Santos a imensa oportunidade de realizar o sonho de cantar os dois papéis que eu citei na pergunta anterior, e agora Condor. Além dessa oportunidade me enriquecer artisticamente, me sinto muito à vontade e incentivado a fazer o melhor e oferecer isso ao público presente com muita emoção e gratidão. Acredito que a iniciativa do maestro Malheiro faz com que o canto no Brasil sobreviva diante de tantas dificuldades encontradas pelos artistas brasileiros em vencer o preconceito diante dos cantores internacionais.

    Opera Lively - O que o levou a abraçar a carreira de cantor de ópera?

    Eduardo Trindade - Acredito que no meu caso a voz foi imperativa. Sempre gostei muito de música e de teatro mas nunca imaginei que pudesse fazer isto. Claro que venho me dedicando há anos e espero aprender e crescer muito mais, principalmente artisticamente e musicalmente, mas descobri que tinha algumas facilidades para fazer o que para alguns era difícil, então resolvi apostar nisso, o que só tem me trazido alegrias e cada vez mais descobertas.

    Opera Lively - Quais são seus planos futuros, em relação à sua carreira?

    Eduardo Trindade - Sou fixo no Theatro municipal de São Paulo por estar no coro, o que de certa forma limita um pouco a atuação fora de lá, mas também tenho cada vez mais acreditado que quando me lancei nesse mundo da música e da arte não dá para ficar só pensando em segurança, então sinceramente o futuro ainda está em aberto mas com certeza meu desejo é cantar Condors, Rodolfos, Werthers e deixar que essa arte cada vez mais seja minha vida.

    Opera Lively - Descreva um pouco a sua personalidade e sua maneira de viver a vida, hobbies etc.

    Eduardo Trindade – Hum, falar de mim... Sou um leonino diferente, muito reservado [risos]. Sou tranquilo. Tento ser cada dia melhor comigo e com os outros embora muitas vezes seja bem difícil. Venho de uma família muito generosa e correta e acredito que levo isso comigo. Ah, meus hobbies são viagens e amigos.

    Opera Lively - Obrigado pela entrevista!

    Eduardo Trindade - Obrigado por prestigiar nosso trabalho.

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    Vamos ouvir o tenor:

    Neste video feito no café do Theatro São Pedro vemos Eduardo fazendo cenas de Puccini's La Bohème. Ele canta "Che gelida manina" muito bem! Na segunda metade do vídeo ele canta a mesma ária novamente, dessa vez no palco.

    Clique no link abaixo para ver o vídeo, que está em um formato que não pode ser "embedded" em nosso sítio, mas toca bem (e não se preocupe, não há vírus ou malware). Porém, não conseguimos tocá-lo em Firefox (por falta de um add-on de conversão de vídeos da cloud), mas em Edge ou Chrome foi possível. Vale a pena escutá-lo, portanto, os leitores que usam Firefox deveriam ou instalar o add-on, ou trocar para o browser Chrome - outra opção em Firefox é baixar o vídeo da cloud para o seu computador.

    https://drive.google.com/file/d/0B9k...p=docslist_api

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    Tenor americano Stephen Costello, diretor cênico brasileiro Paulo Esper, maestro brasileiro Luiz Fernando Malheiro, e barítono americano Scott Hendricks

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