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Thread: Carlos Gomes - Condor - Theatro São Pedro - SP

          
   
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  1. #1
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    Carlos Gomes - Condor - Theatro São Pedro - SP

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    A compania de ópera do Theatro São Pedro, em São Paulo, SP, está extremamente ativa, com uma programação mais diversificada e numerosa do que qualquer outra compania brasileira. Opera Lively esteve presente na récita semi-encenada da última ópera de Carlos Gomes, Condor, no domingo de Páscoa, 27 de março de 2016. A apresentação contou com figurinos, maquiagem, aderêços, luzes teatrais, e um piano, mas sem orquestra, côro, e cenários.

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    Poster original da estréia no La Scala

    Condor, opera em três atos cantada em italiano, estréia em 21 de fevereiro de 1891 no Teatro alla Scala em Milão, Itália
    Música de Carlos Gomes (1836-1896)
    Libreto de Mario Canti

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    Carlos Gomes

    Pianista Paulo Almeida
    Direção Cênica Paulo Esper *

    Elenco:

    Eduardo Trindade, tenor, no papel título de Condor *, um renegado, chefe da Horda Negra
    Marly Montoni, soprano, Odalea *, rainha de Samarcanda (antiga cidade persa, hoje no Uzbequistão)
    Flávia Albano, soprano, Adin (trouser role) *, um pagem da rainha
    Gustavo Lassen, baixo, Almazor, um astrólogo da corte e homem sábio
    Andreia Souza, mezzo-soprano, Zuleida, uma nômade, mãe de Condor
    (o sexto personagem, Il Mufti, um curto papel comprimário, não foi incluído)

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    O elenco - da esquerda para a direita, Andreia, Marly, Eduardo, Flávia, e Gustavo - Foto Opera Lively

    * Entrevistados por Opera Lively - veja as entrevistas clicando nos links abaixo:

    Marly [aqui]
    Flávia [aqui]
    Eduardo [aqui]
    Paulo [aqui] (o link será ativado no futuro próximo - entrevista ainda não publicada)
    Não percam também a entrevista com o maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico e principal regente do Theatro São Pedro e do Festival de Ópera do Amazonas, também já gravada mas ainda não transcrita e publicada.

    --------------

    A Ópera

    Ato I - Por razões de preceitos religiosos, não se permite que Odalea, rainha da Samarcanda, conheça o amor por um homem. Após um prelúdio, Adin, um pagem da soberana, anuncia que alguém - o renegado Condor, chefe da Horda Negra de bandoleiros - violou a área sagrada do castelo real, ao tentar invadir esses aposentos para ver a beleza da rainha. Condor prontamente declara seu amor por Odalea, que se vê incapacitada de ordenar que o matem, para grande indignação da corte e de Almazor (um astrólogo e homem sábio).

    Ato II - A rainha vai à mesquita para participar de ritos religiosos, mas sua comitiva é atacada por selvagens. Condor, recusando-se a ouvir os conselhos de sua mãe Zuleida (que está preocupada com sua obsessão por Odalea), salva a rainha do ataque. Odalea deseja encontrar seu salvador, e Zuleida lhe diz que Condor é o filho do sultão Amurath, portanto tem sangue nobre. A rainha, cada vez mais apaixonada por Condor, o nomeia como Emir. O povo, no entanto, não aceita a nomeação e se revolta.

    Ato III - Após a bela peça instrumental "Notturno", Odalea está agitada e indecisa entre o dever e o amor. Almazor anuncia que a vida da rainha está ameaçada por causa de seu amor. Adin canta do amor de uma pomba por um gavião. Condor se oferece para sacrificar a própria vida para salvar Odalea. Um grande incêndio atinge a cidade. Condor se suicida com um punhal, para salvar a rainha. O povo invade o palácio e vê Odalea se debruçando sobre o cadáver se seu amado. Odalea joga o punhal ao chão, e grita "Agora, povo ingrato, rasguem meu coração também."

    Números musicais e duração

    Preludio - 5:08

    Ato I – 25:51

    Nel regno delle rose (Adin)
    Dell'arme il segnal (Almazor, Odalea, Adin)
    Aquila pellegrina che fendi... (voce lontana - Condor)
    Dea celeste ideal (Odalea sola - indi Condor)

    Ato II – 22:15

    Già l'alba appar, fedeli, alla preghiera (popolo)
    Orda crudel, feroce (monologo - Zuleida)
    Orda selvaggia (popolo, il Mufti, Adin)
    Vedi, commossa ell'è (assieme - indi Zuleida, Condor)

    Ato III – 31:02

    Notturno
    Quanto silenzio a me... (Odalea sola - frase)
    Avea sultana altera (serenata - Adin)
    Ti vedo, ognor, in tua follia sublime (Odalea)
    Le mie stele salutano in te (Adin, Zuleida, Condor, Almazor)
    Fissami in volto, dimmi (Odalea, Condor)

    Total – 84:16

    Discografia

    Há uma gravação da ópera feita ao vivo em 1986 no Theatro Municipal de São Paulo. O regente é o maestro Armando Belarditro, com a orquestra do teatro. Intérpretes: Renata Lucci (Odalea), Sérgio Albertini (Condor), Niza de Castro Tank (Adin), Tereza Boschetti (Zuleida), Benedito Silva (Almazor), e Jairo Vaz (il Mufti).

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    Apesar dos vários ruídos e do som ruim, os cantores e a orquestra são bons, e recomendo essa gravação aos leitores que querem se familiarizar com a ópera. Os números musicais dessa gravação podem ser encontrados no YouTube, completos, em sequência autoplay. Eis aquí o primeiro número:



    -----------

    Histórico da ópera e comentário musical

    Condor foi a última ópera de Carlos Gomes e a penúltima obra de expressão do compositor, antes do poema vocal-sinfônico Colombo. Foi encomendada pelo Teatro alla Scala (a única vez que isso aconteceu na carreira de Gomes). Ele estava no Brasil para a apresentação de Lo Schiavo no Rio, já sofrendo os primeiros sintomas da doença que haveria de matá-lo, quando recebeu o convite do Scala. O teatro deu-lhe o libreto já pronto, sem que o compositor pudesse influenciar a escolha. O libretista Mario Canti é bastante obscuro.

    A ópera é ambientada na antiga cidade de Samarcanda, conhecida como a Roma do Leste ou Pérola do Oriente, povoada por persas, e hoje localizada no Uzbequistão. O compositor estava no auge de sua maturidade musical, e o terceiro ato é um dos mais belos de sua carreira.

    A ópera Condor é também conhecida como Odalea. Aparentemente Carlos Gomes trocou o nome porque pensava em levar a ópera à França, e na linguagem da época "con d'or" (cone de ouro) era a gíria que se referia à genitália feminina.

    Após cinco meses compondo a peça, a estréia se deu no dia 21 de fevereiro de 1891, com um elenco de primeira: Giovanni Battista de Negri (Condor), Hariclea Darclée (Odalea), Adeline Stehle (Adin), e Francesca Navarrini (Almazor). Apesar desse grupo estelar de cantores, a ópera não foi bem recebida.

    O público de Milão já estava seduzido pela Nuova Scuola do estilo Verismo, com a estréia, um ano antes, de Cavalleria Rusticana, um estrondoso sucesso. Apesar de Gomes ter procurado inovar em sua partitura com vários elementos exóticos, ainda assim os críticos o consideraram muito tradicional. Houve apenas dez récitas, e em seguida o compositor apresentou a ópera no Rio de Janeiro, onde também não conseguiu as graças do público, devido ao fato de que o compositor era próximo do imperador recém-deposto, Pedro II.

    Musicalmente a peça é elegante assim como as de Massenet, melodiosa como as de Gounod, e repleta de tessituras ousadas e temas orientais. Vários leitmotivs são empregados por Gomes, e há blocos contínuos de música, saindo da estrutura de números musicais isolados (por exemplo, Odalea só tem uma ária bem definida, em toda a ópera). Os saltos abruptos do registro médio para a alto enquadram-se já no estilo do Verismo. Há um bonito prelúdio com harpa; a orquestração é refinada; o coro participa muito, e o terceiro ato é magnífico, a começar pelo trecho instrumental mais conhecido, o "Notturno."

    -----------

    A récita de Condor pelo Theatro São Pedro em 27 de março de 2016

    No domingo de Páscoa, o teatro teve um bom público mas não estava completamente cheio. O espetáculo, parte da série Tardes de Ópera, foi apresentado semi-encenado, com alguns adereços e cubos espalhados pelo palco. Os cantores vestiram figurinos simples. Um pianista fez o acompanhamento musical, e não havia coro. Houve cortes especialmente no segundo ato, que ficou restrito à interação entre Condor e Zuleida (cerca de 20 minutos de cortes, resultando em um tempo total de uma hora e dez minutos, contando um intervalo de dez minutos).

    Ainda assim, o admirável elenco foi extremamente convincente. A qualidade vocal desses jovens cantores é surpreendente. Todos se sairam muito bem, especialmente os dois protagonistas.

    No papel título, o jovem Eduardo Trindade possui um instrumento de tenor com grande potência de volume, ótima projeção, boa musicalidade no manejo das frases, e um timbre muito bonito. Penso que ele tem muito futuro.

    Marly Montoni foi excelente como Odalea. Uma verdadeira soprano spinto, ela desempenhou esse difícil papel vocal com grande competência principalmente no terceiro ato, após o aquecimento da voz. Outro ponto forte de Marly foi a representação. Seus gestos elegantes e grande forma física com seus braços torneados contribuiram para a certeza de que Marly tem o physique du rôle e grande presença de palco.

    Os três artistas nos papéis complementares tiveram grande desempenho. Flávia Albano foi charmosa como Adin, e demonstrou agilidade de voz e facilidade nas notas agudas, com muita musicalidade no pianíssimo. A voz de Gustavo Lassen é muito bonita (um pouco de evolução na representação seria bem vinda, mas vocalmente ele desempenhou muito satisfatoriamente). Uma surpresa foi a ótima mezzo Andreia Souza, cujo domínio técnico em todas as regiões de amplitude de voz foi impressionante.

    Em vários momentos era possível esquecer que a récita era semi-encenada, o que indica que a direção cênica de Paulo Esper foi impecável.

    Frequentar a Tarde de Ópera no Theatro São Pedro foi muito agradável. Opera Lively foi recebida de forma muito simpática. Pudemos não apenas entrevistar o maestro Malheiro e o coordenador artístico Paulo Esper, como fomos convidados para assistir ao ensaio de Adriana Lecouvreur (com a grande Daniella Carvalho no papel título) e para conversar com os cantores e cantoras nos bastidores. A programação cultural do São Pedro é admirável, com nada menos do que 22 óperas na temporada 2016, sem contar concertos e recitais com fragmentos de óperas, e outras atividades (mais de 80 no total).

    Vejam só: que outra compania brasileira apresenta, na mesma temporada, as óperas seguintes?

    Dom Quixote
    L'Amico Fritz
    Condor
    Adriana Lecouvreur
    Roberto Devereux
    La Bohème
    de Leoncavallo (não é a de Puccini)
    A Hora Espanhola
    Alyssa
    Albert Herring
    La Sonnambula
    Iolanta
    La Wally
    O Espelho
    O Anão
    L'Enfant et les Sortilèges
    El Huesped del Sevillano
    La Gazza Ladra
    Onde Vivem os Monstros
    Monsieur Choufleuri
    O Medium
    Il Trovatore
    Gianni Schicchi


    Ficamos felizes com o dinamismo e vivacidade do teatro, e certos de que essas iniciativas darão fruto.

    Seguem abaixo várias fotos do evento e do teatro, fotos dos intérpretes e suas biografias artísticas.
    Last edited by Luiz Gazzola (Almaviva); March 29th, 2016 at 07:59 PM.
    "J'ai dit qu'il ne suffisait pas d'entendre la musique, mais qu'il fallait encore la voir" (Stravinsky)

  2. #2
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    Odalea confronta Condor no primeiro ato

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    Foto Opera Lively

    O quarteto do terceiro ato

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    Foto Opera Lively

    A fachada do teatro

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    O foyer

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    Foto Opera Lively

    O café no terceiro piso

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    Foto Opera Lively

    O interior do teatro

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    O diretor cênico Paulo Esper no centro, agradecendo os aplausos

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    Foto Opera Lively
    Last edited by Luiz Gazzola (Almaviva); March 29th, 2016 at 03:41 PM.
    "J'ai dit qu'il ne suffisait pas d'entendre la musique, mais qu'il fallait encore la voir" (Stravinsky)

  3. #3
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    Fotos do elenco

    Marly Montoni, soprano - Odalea

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    Flávia Albano, soprano - Adin

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    Gustavo Lassen, baixo - Almazor

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    Andreia Souza, mezzo - Zuleida

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    Eduardo Trindade, tenor - Condor - à sua esquerda, o pianista Paulo Almeida

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    Last edited by Luiz Gazzola (Almaviva); March 29th, 2016 at 02:53 PM.
    "J'ai dit qu'il ne suffisait pas d'entendre la musique, mais qu'il fallait encore la voir" (Stravinsky)

  4. #4
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    Biografia artística dos intérpretes

    O tenor lírico Eduardo Trindade é bacharel em canto pela Universidade Estadual Paulista – Unesp, sob orientação de Martha Herr. Em sua formação cursou a Escola de Música de São Paulo, tendo como professora Elenis Guimarães. Estudou também com o renomado tenor Benito Maresca, com Ricardo Ballestero da Universidade de São Paulo – USP e com Juvenal de Moura. Participou das montages de La Traviata (2012) e Rigoletto (2011) de Verdi no Theatro Municipal de São Paulo; de O Feiticeiro, de Gilbert & Sullivan, e El Hijo Finjido, de Joaquim Rodrigo, no Theatro São Pedro, ambos com o Núcleo Universitário de Ópera. Atuou como solista do Coro de Câmara da Unesp nos oratórios Lobgesang Op. 52 de Felix Mendelssohn e no Oratório de Natal de Camille Saint-Saëns, sob regência dos maestros Lutero Rodrigues e Fábio Miguel respectivamente. Paralelamente à atividade solista, Eduardo Trindade integra o Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo. Sua próxima ópera será La Bohème (a de Leoncavallo) no Theatro São Pedro em maio de 2016.

    A soprano spinto Marly Montoni é natural de São Paulo. Iniciou seus estudos no Projeto Guri; foi aluna do tenor Antonio Lotti e da Escola de Música do Estado de São Paulo (ULM), bacharelando-se em Canto Lírico pela UNICSUL. Participou do Coral do Estado de São Paulo, onde também atuou como solista, além de ser selecionada para o Royal Opera do Canadá. Estuda, ainda, interpretação na oficina VERDARTE sob orientação de Jonathas Joba e Rodrigo Miallaret. Atuou como solista em diversas obras sinfônicas, como Canto para os Orixás, de Ernani Aguiar, Nona Sinfonia de Beethoven e As Uiaras de Alberto Nepomuceno. Participou dos musicais O Fantasma da ópera, Aida (de Elton John), e Sítio do Pica-pau amarelo. Integrou o elenco das óperas Lucia di Lammermoor, Madama Butterfly, Porgy and Bess, Norma, A Viúva Alegre, e Carmen. Estreou a primeira montagem brasileira da ópera Blue Monday, de George Gershwin no Festival de Ópera de Belém do Pará. Na temporada de ópera do Theatro São Pedro 2015, em São Paulo, participou das óperas Fosca, de Carlos Gomes, Ariadne auf Naxos, de Richard Strauss, Maria Tudor, de Carlos Gomes, Bodas no Monastério, de Prokofiev, Contos de Hoffmann, de Offenbach, Irmãos Grimm, de Dean Burry e um concerto da Série Concertos Internacionais ao lado do baixo italiano Roberto Scandiuzzi. Estreou o papel-título de Carmen, de Bizet, pela Cia. Ópera SP, em São José dos Campos e Jacareí. Marly também desenvolveu um repertório de violão clássico e flamenco sob a orientação de Eduardo Ianellli. Lecionou canto na B Maior Escola Livre de Música. Em 2009 foi finalista do Concurso de Canto Maria Callas. Marly atualmente é contratada pelo Theatro São Pedro para o elenco permanente da compania e atuará em numerosas óperas e concertos na temporada 2016.

    A soprano coloratura Flávia Albano é natural de São Paulo, onde iniciou seus estudos em canto com Leilah Farah e, mais tarde, graduou-se pela Faculdade de Música Carlos Gomes. É mestre e especialista em performance pelo “Royal Northern College of Music” (Inglaterra), onde estudou com o tenor Thomas Schulze. Seus papéis em ópera incluem Adele em Die Fledermaus (J. Strauss), Susanna em Le Nozze di Figaro (Mozart), Fräulein Silberklang em Der Schauspieldirektor (Mozart), Le Feu em L'enfant et les Sortilèges (Ravel), Dona Florzinha em Maroquinhas Fru-Fru (Mahle), Bastienne em Bastienne und Bastien (Mozart) e excertos de Der Rosenkavalier (R. Strauss), como Sophie, acompanhada pela Orquestra Sinfônica do “Royal Northern College of Music". Flávia também possui grande apreciação pela música de câmara e de concerto, tendo cantado obras de Alban Berg, Richard Strauss, Olivier Messiaen e outros em recitais e festivais pela Europa. Participou de premières de diversas obras de música contemporânea, além dos Réquiens de Fauré e Mozart, A Criação (Haydn) e Missa em Dó Maior (Beethoven), entre outros, com sociedades corais do Reino Unido. Participou de masterclasses com Barbara Hendricks, Dame Kiri te Kanawa, Jane Eaglen, Ana Maria Sanchez e Kate Flowers. É ganhadora do prêmio “Liverpool Opera Circle Vocal Award 2010”, finalista dos prêmios “The Frederic Cox Award 2009” e “The Joyce and Michael Kennedy Award for the Singing of Strauss 2008” e esteve entre os vencedores do “RNCM Concerto Auditions 2009” com Bachianas Brasileiras no. 05 (Villa-Lobos). A próxima ópera na qual Flávia atuará no Theatro São Pedro será La Sonnambula, como Amina.

    Gustavo Lassen iniciou seus estudos na Academia de Ópera do Theatro São Pedro e Ópera Estúdio EMESP. Formado em artes cênicas pelo INDAC, estudou técnica vocal com Isabel Maresca. Cantou em O Guarany (Don Antônio), O Barbeiro de Sevilha (Don Basílio), Falstaff (Pistola), Rigoletto (Sparafucille), Gianni Schicchi (Simone), e Don Giovanni (Il Commendatore). Em 2014, realizou estreia internacional em La Bohème como Colline, no Auditório de Tenerife – Espanha. Trabalhou com maestros como Aldo Sisillo, Roberto Duarte e Victor Hugo Toro. Foi dirigido em cena por Enzo Dara, Stefano Vizioli e Giovanni Scandella. Venceu as edições XI e XII do Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas. Mozart, Schubert, Puccini e Rossini são alguns dos compositores visitados pelo intérprete. Gustavo atualmente é contratado pelo Theatro São Pedro para o elenco permanente da compania. Vai interpretar papéis no São Pedro, proximamente, nas óperas O Anão, La Sonnambula, Iolanta, Onde Vivem os Monstros, e Il Trovatore.

    Conhecida por seu belo timbre, a mezzo-soprano Andreia Souza iniciou seus estudos em piano erudito e flauta transversal. Em 2000 ingressou na Escola Municipal de Música de São Paulo. Participou de diversas óperas como solista, tais como: Carmen no papel título, Romeu e Julieta, Porgy and Bess e Gianni Schicchi com a personagem Zita. Em novembro de 2012 no XI Festival de Ópera do Theatro da Paz em Belém do Pará, foi solista da ópera Salomé de Richard Strauss. Andreia atualmente é contratada pelo Theatro São Pedro para o elenco permanente da compania, onde em breve estará nos elencos das óperas O Espelho, O Anão, La Sonnambula, La Wally, Onde Vivem os Monstros, The Medium, e Il Trovatore, no São Pedro.
    Last edited by Luiz Gazzola (Almaviva); March 29th, 2016 at 02:48 PM.
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